Comissão do Senado discutirá projeto do novo Código Comercial com juristas

A comissão temporária para reforma do Código Comercial promoverá no dia 21 de fevereiro, uma quarta-feira, audiência pública para debater o Projeto de Lei do Senado (PLS) 487/2013, que modifica a norma, criada em 1850. O debate contará com a participação dos juristas Fábio Ulhoa Coelho, João Otávio de Noronha e Alfredo de Assis Gonçalves Neto, que participaram da elaboração do anteprojeto de lei.

Até 20 de junho, quando deverá ser apresentado e votado o relatório da matéria, a comissão promoverá debates com entidades e lideranças dos meios empresarias, comerciais e jurídicos. A comissão também fará visitas a federações comerciais em São Paulo, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal, conforme prevê o plano de trabalho do colegiado, proposto pelo senador Pedro Chaves (PSC-MS), aprovado nesta terça-feira (6).

Os trabalhos da comissão pautam-se em cinco eixos principais: ampliação da segurança jurídica, modernização da legislação empresarial, fortalecimento das normas consuetudinárias e de autorregulação, simplificação e desburocratização da vida empresarial e melhoria do ambiente de negócios no Brasil.

A aprovação do plano de trabalho da comissão foi saudada pelo senador Dário Berger (PMDB-SC). Ele afirmou que, nas últimas décadas, os governos tornaram-se burocráticos e ineficientes, e que a burocracia é um dos maiores problemas a serem enfrentados no dia a dia das organizações.

A iniciativa de reformulação do Código Comercial é oportuna, necessária e emergente, para que possamos escrever ruma nova versão, menos burocrática, facilitar a vida das organizações para geração de mais empregos. Temos muito a avançar para escrever um novo código comercial — afirmou.

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Dário Berger defende nova revisão da Lei de Recuperação Judicial e Falências

O senador Dário Berger (PMDB-SC) defendeu em Plenário, nesta quinta-feira (4), nova revisão da Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005). Ele criticou, ainda, o projeto de reforma do Código Comercial, considerado “ruim e desconectado da realidade”.

Berger recordou que a aprovação da Lei nº 11.101/2005 foi saudada como um marco de modernização. Mas, passados 12 anos de sua vigência, a norma teria se mostrado “velha” e incapaz de ajudar as empresas em dificuldades financeiras a continuar suas atividades mediante recuperação judicial.

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